quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Resenha Drácula de Brans Stocker

Como admirador do clássico "Drácula" dirigido por Francis Ford Coppolla em 1992, ler o livro original escrito há mais de um século foi uma curiosidade saciada.


Porém devo ressaltar que as diferenças entre o livro e o filme são significativas.


Brans Stocker foi a inspiração do mestre do terror contemporâneo Stephen King, de quem ele muito provavelmente herdou o estilo prolixo de escrever. A diferença é que evidentemente King tem uma linguagem própria de nossa época, já Stocker usa os clichés melodramáticos da época, o que ao meu ver emperra a leitura. O fato de ser um texto epistolar(contado através de diários, cartas e recortes de jornais) também não ajuda..


O filme de Coppolla também introduziu um romance que não existe no livro entre Drácula e Mina Harper.


Nos demais a estória é marcante,uma referência na histórias dos romances góticos e de vampiros.


Resenha Cabul no inverno

Excelente livro, Ann jones sem deixar de lado suas características de jornalista com um texto claro e objetivo nos apresenta com riqueza de detalhes e uma informalidade chocante o cotidiano não só do Afeganistão , mas principalmente das mulheres daquele país que bem antes de americanos e soviéticos sofriam com as invasões e com os conflito internos que criaram uma marca indelével na mente dessas pessoas por gerações.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Resenha A Revolução dos Bichos.

Em "A Revolução dos Bichos" o cerne aqui não é a história em si, mas mensagem transmitida por ela. 

Tão forte que transcende sua época resistindo a uma obscuridade deliberada por parte da imprensa  durante a 2°guerra mundial e ao seu mau uso durante a Guerra fria.

George Orwell apesar de socialista faz uma crítica inconveniente ao regime soviético da URSS enquanto ela era aliada da Inglaterra na segunda grande guerra e posteriormente vê seu livro usado contra qualquer tipo de socialismo, irônico por ele mesmo se considerar um socialista. Porém não obstante a ideologia, ele deixa claro em seu prefácio que um dos conceitos mais valorizados por ele é o da liberdade, assim como dizia o filósofo Voltaire; posso não concordar com nada que disse, porém defenderei até a morte seu direito de dizê-la.

E ele faz valer desta máxima, utilizando de uma fábula curta, simples e de fácil leitura mostrando a que ponto "alguém" esta disposto a chegar para manter seu poder, cerceando aos poucos a liberdade.

Deixa claro também que a ignorância do povo também é fundamental para o êxito desta empreitada.

Concluindo, temos o prazer de apreciar está obra sobre uma luz esclarecedora de nossa época. Temos que aproveitar.

Resenha Revival

Apesar de ter visto quase todas as adaptações dos livros de Stephen King para o cinema, este de fato é o primeiro livro que leio dele.


Porém, com toda certeza, posso garantir que está é um dos melhores livros de suspense/terror que já li.


A fama de prolixo de Stephen não cria um livro pesado, pelo contrário é extremamente gostoso de se ler, apesar do tom pessimista da conclusão.


Sua descrição com riqueza de detalhes de mundos tão contrastantes, cria um ambiente incrivelmente cativador para quem lê ;do mundo de uma criança, para a religião, para a adolescência e o rock até o amadurecimento de todos os personagens. Tudo isso demonstra que quanto mais se valoriza os personagens, mas uma estória simples se torna incrível


Recomendo como primeira de muitas leituras do mestre do terror.

Resenha Recordações da casa dos mortos

Recordações da casa dos mortos do russo Fiódor Mikháikovitch Dostoievski é uma obra prima atemporal quanto as suas posições existencialistas. Por ser tão complexo não pretendo entrar no mérito dos conceitos apresentados e sim na obra com um todo.

Com a irregularidade na história marca registrada de Dostoievski, não temos claramente um meio, começo e fim, e sim uma sequência não muito lógica que se iniciam em sua entrada na prisão em Omsk na Sibéria e a saída da mesma após dez anos, neste meio tempo ele conta diversos causos, quase sempre indo e voltando nos assuntos, que não incluem o seu próprio crime, fato irrelevante durante a jornada.

O livro é baseado nas experiências reais de Dostoievski durante o tempo em que foi preso, e como nobre pode observar de uma perspectiva privilegiada da "sociedade" de dentro do presídio. Por isso ele utiliza diversas metáforas e de uma forma visceral detalha a história de vários "camaradas" como forma de narrar estas incríveis estórias.

O crime, a culpa, o medo e os preconceitos da prisão para com qualquer indivíduo, tanto os soldados quanto os prisioneiros, tudo isso de forma até bem humorada de vez enquando.

Aleksandr Pietróvitch é o narrador criado por Dostoievski nesta história, homem que mostrará os dois lados da moeda e a forma tácita como um presídio pode nivelar as relações entre os seus ocupantes, criando uma indelével lembrança em suas mentes.

Adorei este livro como primeira leitura de Fiódor, espero poder ler em breve outras obras primas deste autor em breve.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Resenha Hellraiser - Hellbond

Hellraiser resenha

Por Paulo Eduardo

Geralmente estamos acostumados a ver grandes livros serem literalmente destruídos por suas adaptações para o cinema. Mas o que dizer quando você vê o filme antes do livro?
No caso de Hellbond não existe decepção pois ambos são igualmente sedutores e impactantes.
Apesar de Clive Barker ter escrito este livro em 1986 pensando em sua adaptação para o cinema já em 87, não se nota diferença significativa no conteúdo.
No entanto o livro já começa com vários detalhes que não são vistos já nas primeiras cenas de Hellraiser e o vão acompanhando até o final da leitura, detalhes estes, que dão mais profundidade ao complexo universo criado por este multifacetado escritor e diretor britânico que foi citado como "o futuro do horror por Stephen King.
Se todos os esses por menores fossem reproduzidos na época, não permitiriam que o filme fosse um sucesso tão grande no circuito alternativo dos filmes de horror, sendo considerado uma das mais representativas películas de terror da história.
A acuidade de Clive em descrever o horror neste breve livro, transforma rapidamente um triângulo amoroso em um exemplo de como o moralismo e bons costumes forjados pela coação, podem ser descontruidos pelo ganância visceral dos pecados carnais.
Isso sem falar que esta versão de luxo da DARKSIDE faz jus à edição comemorativa.
Portanto se você gostou do filme pode ficar despreocupado que este livro não vai desaponta-lo, até mesmo por ser uma edição de luxo que todo fã deste gênero deve ter em sua prateleira